quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2006 - Texto Vivaldo Almeida de Jesus

Janela


A fresta da janela anuncia o amanhecer
A luz irradia clareando o quarto.
É mais um dia que tenho para agradecer.
O trabalho me chama, sim, é verdade, mas,
Daquele pouco tempo que tenho na cama
Preciso para me espreguiçar,
Pois não tenho mais tempo a perder.
Nutrir-me preciso.
Portanto, sem trabalho não tem alimento nem lazer.


Vivaldo Almeida de Jesus é poeta e escritor, embora nunca tenha publicado seus trabalhos, por modéstia e por falta de oportunidades. Seus temas preferidos são o amor e reflexões sobre a vida.

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2006 - Texto Vanise Vergasta

O PLÁGIO DO AMOR

Pai vosso que estais no céu. . .
E aqui neste Evento maravilhoso!
Santificado seja o vosso nome. . .
E a pessoa de Valdeck Jesus.
Venha a nós o vosso reino. . .
E todo esse reino que se inicia
Seja feita a sua vontade
Assim na terra como no céu. . .
Nessa hora bentificada. . .
O pão nosso de cada dia. . .
Nos daí hoje, perdoai nossas dividas
Fazei com que nunca Ele nos deixe de amar
Assim com nós perdoamos. . .
Porque Valdeck, nós te amamos. . .
Aqueles que nos tem ofendido. . .
Porque o seu amor nos transmite paz
Não nos deixa cair em tentação. . .
Sou eternamente grata a Deus por ter ti conhecido
Mas livrai-nos do mal, que assim seja. . .
Agora a minha vida tem um outro sentido. . . Amém! ! !


Para Valdek Almeida de Jesus


Vanise Vergasta é uma estrela que está revolucionando a literatura baiana e brasileira. Sua primeira participação em livro foi na Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus – Vol. I, agora já participando da segunda edição e também divulgando seus trabalhos na revista ART POESIA e realizando trabalhos em faculdades de Salvador e interior do estado da Bahia. Tem vários livros no prelo e promete lançá-los em breve.

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2006 - Texto Valdecy Almeida de Jesus

SER LIVRE É...

Sonhar
Viver
Sentir e acreditar
Querendo sempre
O melhor da vida

Valdecy Almeida de Jesus é poeta e escritora. Como todo poeta iniciante, não gosta de mostrar seus trabalhos, mas com incentivo de amigos e da família, está despontando agora para o mundo literário. Formada em Magistério, é dona do lar e batalhadora na vida.

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2006 - Texto Valdeck Almeida de Jesus

Você


Você e o mar
Maré, água, areia
Arraia, ondas, maré
Ondas, você e o mar.

Amo as ondas
O mar, a areia,
A maré alta (cheia)
Maré vazante (amante)
O movimento
Que me impulsiona a você...

Você é o mar
Amo o mar que é você
Inconfundível, inconquistável,
Infinito, profundo...


Salvador, 25 de junho de 2006
Praia de Cantagalo, vendo o mar



Mário Quintana

É a própria essência da poesia
Contida num prematuro nascer
É a forma da palavra
Traduzida em carne, osso e ser.

É a aspereza do frio
Aquecido pelo pensar
É a inquietude da alma
Que teima em inquietar.

É o Brasil despertando
Gritando para espalhar
Sua gana de escrever

Que a vida tem valor
Que o pensar tem calor
Para a todos aquecer.


11 de Março de 2006

Valdeck Almeida de Jesus é funcionário público federal, nasceu a 15 de março de 1966 em Jequié/BA, onde viveu até aos seis anos de idade, quando foi residir na Fazenda Turmalina, região de Itagibá/BA.

Suas habilidades na área literária valeram Menção Honrosa em 1989 no 1° Concurso Nacional de Poesia, promovido pelo Instituto Internacional da Poesia, de Porto Alegre/RS e no Concurso Literário Oswald de Andrade, promovido pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em 1990, na cidade de Jequié/BA. Possui poemas publicados em mais de dez antologias, no Brasil e no exterior.

É membro da União Brasileira de Escritores – UBE. Participante ativo da Diretoria Regional do Partido Comunista do Brasil, em Jequié/BA, em 1987 foi eleito o primeiro diretor de imprensa do Grêmio Estudantil Dinaelza Coqueiro, do Instituto de Educação Régis Pacheco, sendo o fundador do jornal Jornada Estudantil.

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2006 - Texto Tereza Neumann Ferreira de Assis

Adversidade à diversidade

Mundo de discriminações injustas e radicais,
contra negros, feios, pobres e homossexuais,
eles chamam de minoria, só por serem desiguais.
Como pode essa gente, de uma mente doentia e incoerente, achar que essas pessoas, nasceram por sua vontade, diferentes? ser assim é por direito, não podem mudar o que já está feito.
É tão fácil discriminar, díficil é pra quem passa a dor do preconceito.
Deus fez esse mundo, com tantas diferenças...
homens e mulheres, brancos e pretos, feios e bonitos, heteros e homos, pobres e ricos, é essa diversidade, que torna o mundo mais bonito.
Imaginem, se as diferenças, fossem tratadas com igualdade, de certo que teríamos, paz na humanidade.



Maldita dura Arrogância

O homem desferiu-me um golpe com o olhar, um olhar como se fosse um choque elétrico, mediu-me de cima a baixo, franziu o cenho, porque eu estava maltrapilha, só faltou jogar-me aos cães, sua matilha.
Pus-me a desnudar minhas vestes pestilentas, eu, em estado físico perfeito, olhei o sórdido homem, vestido num sobretudo, portando um medalhão de ouro.
Imaginei ele desnudo, epidermicamente murcho, exibindo tanto luxo...
a ironia e o orgulho, acaba pra todo mundo, que faz fezes como eu. Que valia tinha o homem?arrogante, pobre homem... bebe todo dia, o drink da soberba, enquanto tiver amigos, brinde com eles o orgulho e beba do seu castigo... meu olhar em flashes de ternura, derrubou o vil semblante.
De mente doente, de ouro semente, achava-se o dono do mundo... de sordidez malfadada, de altivez derrubada, só fezes pra enterrar aquele homem... o luxo comido, pelos vermes do lixo, nem luta por luto, pelos amigos!



Felicidade, essa desconhecida...

Tarde,todas as matizes de cor, meu dia colore, a alegria faz festa dentro de mim, circos com palhaços metafóricos, discos com acordes de sonata, dia singelo e bonito, íntimo ser que contagia.
Abro os braços pra liberdade, naquela praça em cores, coretos e bandas liláses, orquestram sons de rouxinóis... grito pra todos, sorriam! abracem os raios do sol.
Deitem na relva, assobiem qualquer melodia, recitem uma poesia, pra saudar o girassol.
Não quebrem o encanto do dia, a felicidade, vem de tempos em tempos, este momento quero guardar... subo no mais alto edíficio, abro meus braços e grito, hoje, a felicidade,veio me procurar!


Épocalipse

Pressinto com o professor jucelino, premonitor dos nossos destinos, seus sonhos reais, mostram-lhe nosso futuro fatídico, sonhos que querem nos acordar... nestes destinos, precisamos ter tinos, se quisermos um feliz despertar.
Acabar nossos desatinos, ouvir o nosso divino, reflorestar nossas florestas, despoluir as nossas águas infectas, refazer o que já foi desfeito, fiscalizar nossos horizontes, antes que o fiscal nos aponte o mal.
Cercear depredações, acabar as ambições, senão viramos prisioneiros, da fúria dos furacões.
Ah, professor, os céticos não querem enxergar, que fazermos pra que acreditem, antes do planeta acabar? as paineiras assustaram-se, os pássaros ficaram tristes, o mar bate suas águas,
indomável ele insiste, o sol tornou-se brasa, queima o nosso arrebol, suores escoam na testa, ninguém impede o furor, políticos falam asneiras, só sei que nesse terceiro milênio, o terço será nossa bandeira!

Tereza Neumann Ferreira de Assis, nasceu em 1954, município de Inhambupe/Ba, filha de Francisco Guedes de assis Junior e Rosália Ferreira de Assis, formada em Magistério, tendo trabalhado 27 anos na COELBA e aposentado-se nessa Empresa no ano 2002. Lançou alguns textos na Antologia de Escritores Brasileiros-3ª Edição próxima do lançtoº da Antologia Escritores Brasileiros 4ª Edição e escreve no site www.recantodasletras.com.br.

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2006 - Texto Silésia Luzia dos Santos

A ti Alteza

Bebeste a luz do sol
Levaste minha paz
Sou barco no remo
Buscando meu cais.

A prata da lua
Levaste contigo
Então me esqueceste
Só e sem abrigo.

Carregas o mistério
De milhões de vidas
O silêncio da espera
O afã da chegada
A dor da partida.

És minha lucidez
Loucura incontida
Paradoxo infinito
A sábia insensatez
A paz e o conflito.

Silésia Luzia dos Santos é uma poetisa de Diadema/SP que escreve desde tenra infância. Ela canta e encanta com sua graça poética, sua forma especial de utilizar as palavras para exprimir seu ponto de vista da vida.

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2006 - Texto Sandra Lima Costa Melo

MEDO DE VIAJAR

Desfiz as malas.
A viagem foi adiada, tive medo de ir porque o ônibus parecia inseguro.
Pensei em arriscar, cheguei a subir os primeiros degraus e avistar minha poltrona.
Mas a covardia me fez voltar, desistir de tudo.
Joguei-me no sofá arrasada, sentindo-me fraca e pequena. Vontade de estar lá, mas sem correr os riscos da estrada.
Talvez nem fosse tão inseguro assim...
Poderia ser a minha viagem mais gostosa, mais fascinante...
Quem sabe contemplaria horizontes que só aquele dia teria pra mostrar ou me sentaria com alguém interessante que me puxasse uma conversa envolvente enquanto eu desapercebia os riscos da viagem...
Tenho vontade de ir...
Prefiro nem saber que a viagem foi boa, que todos a desfrutaram enquanto meu medo jogou-me neste sofá paralisada e indecisa.
Enfim desfazer as malas pra evitar lembrar do meu fracasso em enfrentar a vida e desafiar minhas fobias...
E mal abro o zíper da mala, a frustração me toma
...meus sonhos estavam ali, arrumados com tanto carinho achando que desembarcavam no destino combinado.
Tive vergonha deles por que eram muitos e eu mesmo os arrumei com a promessa de que iriam para o mundo real...
Pesava leva-los, eu já sabia
mas garanti que os levaria comigo e que os faria realizados.
...não fosse o medo de viajar...
Escondo a face, fecho a mala e digo que vou no próximo horário pra que eles permaneçam em minha mala pacientemente esperando por mim.
Só agora percebo q não reparei se eles tem validade,
alguns podem se desfazer com o tempo...
Prefiro não voltar a olhar e me contenho aflita
não sei se brigando com o tempo ou comigo mesma.
Tenho uma vontade imensa de colocar as mãos em meu íntimo e arrancar de vez este medo paralisante.
Mas vejo que as mãos são frágeis e a fonte da minha coragem está no meu desejo que pouco a pouco podei com minhas próprias mãos...
Ergo-me do sofá e olho o jardim
de onde uma luz parece brilhar diante dos meus olhos:
as roseiras cresceram muito e faz pouco tempo que foram podadas...
- Sou maior que elas, me animo!
...tudo aquilo que podei, voltará a crescer, se eu quiser...


Aborto

Silêncio na madrugada...
Acordo sentindo a perda do meu primeiro filho;
aquele que gerei em meus sonhos e sentia nos meus pensamentos.
- Não quero perdê-lo! grito desesperada quebrando o silêncio da madrugada enquanto uma dor rasga-me profundamente e fecho os olhos para não vê-lo sair...
...tão lindo menino fecundado num ninho de amor e violenta paixão que me arrebatou à imaginação que o fez existir...
Sotaque estranho, sangue tranqüilo, bebê perfeito.
Fruto do amor mais desmedido e encantador que se possa viver.
... queria nascer, queria olhar o mundo e transformar o corpo e a vida daquela que pretendia ser mãe.
- Não posso olhar seu rosto, filhinho. Não aceito aborta-lo dos meus pensamentos porque te criei pra nascer e preciso da tua companhia...
( ninguém mais ouve meu grito.Se ouve, ninguém pode socorrer...)
Sinto-me pequena enquanto entendo que meu filhinho se vai...
Morreu nos sonhos, deixou-me desalentada.
Quisera eu traze-lo de volta, arranca-lo dos sonhos e dar-lhe vida meramente com a força do meu pensar...
- Seu pai abriu mão de trazer-te – digo baixinho. – Li esta frase e nela não marcava o dia de voltar...
...talvez nunca volte.
Perdoa filhinho...
Sua mãe também sofre porque um pedaço dela morre contigo;
levas embora um sonho colorido no qual tua mãe usou as melhores tintas para pintar...
Descansa tranqüilo, tu sempre será único.
Tua mãe te fará existir na memória
Vivo, forte e lindo!
E te eternizará nas inúmeras linhas em que tiver de contar esse amor...

Sandra Lima Costa Melo (Sandra Melo) nasceu em 29 de fevereiro de 1976 na cidade de Serrinha, interior baiano.
De personalidade introvertida e centrada sempre encontrei na escrita a forma ideal de expressar minha sensibilidade aos detalhes que marcam coisas, eventos e pessoas. Logo na infância, meu sonho era escrever um livro, mas somente agora resolvi perseguir o meu sonho. Estou tentando editar uma Biografia que escrevi há dois anos e fiquei feliz por conhecer a sua iniciativa que acho ser uma forma brilhante de divulgar o nosso jeitinho baiano de viver.